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O consultório odontológico trata-se de um ambiente altamente contaminado e procedimentos realizados com o uso de peças de mão, por exemplo, causam a formação de aerossóis e respingos contaminados, associados ou não a sangue, sendo responsáveis pela contaminação cruzada, pela contaminação dos profissionais e de sua equipe.

O foco atual de atenção dos profissionais e da população está no aumento da disseminação da Sindrome Respiratória Aguda Grave por COVID-19 (SARS-COV -2) causando infecções por doença coronavírus 20191, mas outras doenças graves também devem ser pensadas. A transmissão do vírus da hepatite B (HBV)2 é um risco potencial na prática odontológica, sem esquecer também da tuberculose3 onde é sabido que a pessoa contaminada pode expelir bactérias no ar, por vezes sendo tratamento multi-resistente (MDR) ou extensivamente resistente a medicamentos (XDR), o que torna este quadro bem preocupante.

Microrganismos contaminantes 

Dados estatísticos revelam uma incidência significativamente maior de hepatite entre os dentistas do que na população em geral2. Em artigo muito esclarecedor sobre Herpes vírus4 e outros microrganismos preocupantes em odontologia, o autor7 relata: “A preocupação com a transmissão de microrganismos na odontologia vai além do vírus da hepatite B e HIV-1. Os vírus do herpes – HSV, VZV, EBV, HCMV e HHV-6 – causam infecções persistentes na maioria da população e são eliminados na saliva. Prestadores de cuidados dentários e pacientes soronegativos ou imunocomprometidos têm maior risco de infecção, embora possam ocorrer reinfecções em pacientes imunocompetentes. As infecções virais respiratórias são frequentemente transmitidas no consultório odontológico entre a equipe e entre a equipe e os pacientes.”

O aerossol tem papel crucial na rota de transmissão 

O termo aerossol5,6 é definido como partículas com menos de 50 μm de diâmetro, e que pelo tamanho são pequenas o suficiente para permanecerem no ar por um longo período antes de se depositarem em superfícies ambientais, ou entrarem no trato respiratório, estas partículas entre 0,5 a 10 μm de diâmetro, têm o potencial de penetrar e se alojarem nas passagens menores dos pulmões, e talvez até com maior poder de transmissão de infecções.

O termo Splatter5,6 é usado para partículas transportadas pelo ar com diâmetro superior a 50 μm, além do que estas partículas maiores têm a particularidade de que uma vez produzidas sejam ejetadas à força do local de operação traçando uma trajetória semelhante à de uma bala até que entrem em contato com uma superfície. Como são grandes não ficam suspensas no ar por muito tempo.

As partículas aerossolizadas5,6,7 infectadas, por permanecerem suspensas nas correntes de ar, podem ser levadas para longe, com o potencial de serem inaladas por ouros paciente, o que leva a pressupor que precauções quanto a contaminações causadas pelos aerossóis devam ser tomadas nos estabelecimentos de saúde. 

É possível a esterilização do ar do consultório?

A resposta é sim!  A utilização do sistema de engenharia Meister Safe System visa que esta rota de transmissão seja quebrada, pela esterilização do ar pela irradiação de luz UVC, em um processo planejado para o ambiente onde tempo de exposição, potência das lâmpadas, e menores áreas possíveis de sombra, propiciem uma esterilização ambiental garantindo tranquilidade ao profissional e sua equipe, bem como a seus pacientes. Trata-se de um processo seguro e amplamente utilizado mundialmente8,9,10,11,12,13,14 quanto à operação e quanto aos resultados comprovados microbiologicamente se executados no processo proposto.

Referências Bibliográficas:

  1. Análise de contaminantes microbiológicos em consultório odontológico Karolany Aparecida Rodrigues, Iasmin Francisca Lima, Ana Kássia da Silva, Daniele Maria Knupp Souza Sotte, Juliana Santiago da Silva;
  2. Bioaerossol dental como risco ocupacional no local de trabalho de um dentista. Jolanta Szymanska;
  3. Uma breve revisão da literatura e implicações no controle de infecções. Stephen, K Harrel; Molinari, J.;
  4. Aerossóis dentários: composição microbiana e distribuição espacial. C. Zemouri; C.Mn. Volgenant; M.J. Buijs; W. Crielaard; N.AM Rosema; B. W. Brandt; A.MGA Laheij; J J De Soet;
  5. Análise qualitativa e quantitativa de aerossóis bacterianos em contextos clínicos dentários: exposição ao risco para dentista, equipe auxiliar e pacientes. Manish Jain; Aditi Mathur, Anmol Mathur; Pravin U. Mukhi ;Mahesh Ahire e Chadrashekhar Pingal;
  6. Situação da hepatite viral na comunidade mundial: sua incidência entre dentistas e outros profissionais da área odontológica. M. Mori;
  7. Herpesvírus e outros microrganismos preocupantes em odontologia Comerciante. VA;
  8. Precauções no ar. Binish Ather; Peter F. Edemekong;
  9. A eficácia da radiação UV-C para desinfecção ambiental em toda a instalação para reduzir infecções adquiridas por serviços de saúde. Nathanael A. Napolitano, Tanmay Mahapatra, Weiming Tang;
  10. Susceptibilidade de aerossóis do vírus da gripe à luz UV-C. James J. McDevitt, Stephen N. Rudnick; Lewis J Radonovich
  11. Efeito da Irradiação Germicida Ultra Violeta em Aerossóis Virais. Christopher M. Walker;

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